Makalister

"Todo Mar"

[Verso 1: Makalister]

Depois que a cortina se fecha e se apaga todo o brilho
É quando começo a me rastejar pelas ruas sozinho
Ninguém pode assistir meu choro, meu pranto, minha dor
Tiro o lenço do bolso e falsífico mais um sorriso
Sonhei com palmeiras e redes sob um calor fake
Estendidas na sombra entre quatro paredes
Deve ser um pesadelo
Dizem que os sonhos eliminam o que polui o subconsciente
Eu só espero que seja
Quarta marcha pela rua esquecida
O abandono é uma palheta cheia pra quem pinta
Fachadas, toldos
Atravesso a ponte sobre o rio morto
Onde trafegam barcos, fantasmas, garças e demônios
Vou mostrar meu rosto para que vejam o fogo
As verdades, as raiva e todo o amor que escondo
Bailam pelo meu dorso serpentes
Beija-flores beijam meus poros por culpa de todo o pólen derramado

[Verso 2: Beli Remour]

Todo mar que visto é sua companhia
Minhas lágrimas na chuva se fazem medíocres
Meu coração no ritmo dessa tormenta
Cada caco um beijo gélido
Na corda que segurava nossos corpos desgastados
No abismo das artérias arranhadas por lâminas
Que só cortaram nossos laços (passa uma nova esperança)
Mariposas já trouxeram as más novas
Queimado pelo sol que emanavas
Falho, fraco
Chuva

[Verso 3: Makalister & Beli Remour]

Nem a foto do meu céu revelaria essa
Mastigo cometas
Desprendem-se eras dos rabos das estrelas
Na minha boca não tem passado
Minhas pegadas pesam tanto por trazer o oásis
O tempo não apaga meus passos
Noites na embarcação pelas armadilhas dessa carta
Abutres levaram minhas dores
Parques, riachos e serras são atmosfera do que autografo no guardanapo
Chove
Quentes e cheios de pecados
Aposto que meus textos agradariam o criador
Ainda chove
Observe essa falange atravessando os horizontes
Eu sou o trovão depois da miragem
Não há porta de saída no labirinto da minha carne
Sem cadeados na minha alma

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